Transcrição do Episódio 0:00 [música techno] Diretamente da maior comunidade de ciência de dados do Brasil, a gente traz o Data Hackers News, as notícias mais quentes da área de dados AI e tecnologia, direto do podcast Data Hackers. 0:19 Eu sou Monique Femme e junto comigo eu trago ele, Paulo Vasconcelos, pra gente discutir as notícias dessa semana. E aí, Paulo, como que cê tá? Fala, Monique. Fala, pessoal. Tudo certinho com vocês? Bom demais, Monique. 0:32 Mais uma semana aí com bastante novidade, bastante conteúdo pra você começar sua semana informado e atualizado de tudo de novo, né? Exatamente. 0:41 E ó, já dando aqui um spoiler pra vocês, hoje, quarta-feira, a gente tem a live com os nossos especialistas, onde a Zoho vai trazer aqui pra gente, né, os assuntos relacionados tanto machine learning e também aplicado à ferramenta Zoho Analytics. 0:56 Então pra você que participou das trilhas e achou que já acabou, na verdade, a gente só tá começando, né, Paulo? Exatamente. 1:03 Galera, é uma baita oportunidade, né, de conhecer uma ferramenta muito interessante, que pode te auxiliar no dia a dia, que é o Zoho Analytics, né, dos nossos amigos e amigas ali da, da Zoho, em que é uma ferramenta que oferece desde questões de BI, né, como visualizações, dashboards, mas também tem uns componentes muito interessantes de machine learning que você pode aplicar em componentes de criação de código também. 1:26 Então, assim, é uma baita oportunidade de você ver um especialista, tipo assim, literalmente, a, u-uma das pessoas mais especialistas em, em Zoho que tem no mundo, vai tá fazendo uma live ali gratuita mostrando pra você e tirando dúvidas também, né, Monique, pra você saber se aquilo ali é pro seu cons-- pro seu contexto, pra você experimentar e tudo mais. 1:43 Então não perca a oportunidade de trocar uma ideia ali na nossa live também daqui a pouquinho. Exatamente. 1:48 Todos os detalhes vão tá aqui na descrição e óbvio que por ser ao vivo, você tem a oportunidade de tirar todas suas dúvidas e a gente conta com algumas surpresas nessa live, que eu nem vou contar aqui, porque eu espero encontrar com vocês aí no final do dia. 2:00 Coisa boa, então a gente se vê lá. É isso aí. Mas bora pras notícias dessa semana. 2:06 [música news] E vamos de primeira notícia, porque a Netflix admite o uso de inteligência artificial generativa em série de ficção científica para reduzir sabe o quê? Custos, né? Custo, a palavra-chave do ano. 2:24 [risos] Inteligência artificial, redução de custos é o que mais hypou, acho que em 2025, né, Paulo? 2:31 Porque o, o CEO chega a ficar em ânsias, em cólicas quando tu fala essas duas palavras juntas: reduzir custo com inteligência artificial. [riso] Pois é, Paulo. 2:40 A Netflix confirmou o uso de inteligência artificial generativa pra criar uma cena da série de ficção científica chamado Eternaut, sendo essa a primeira vez que a empresa adota esse tipo de tecnologia em uma produção original. 2:56 Uhum. 2:56 Durante uma teleconferência ali no dia 18 de julho, o Ted, que é o co-CEO da Netflix, afirmou que a inteligência artificial foi utilizada pra gerar também uma cena de colapso em um prédio de Buenos Aires e que esse processo foi dez vezes mais rápido do que ferramentas tradicionais pra criar esse tipo de efeito especial. 3:19 Mas e aí, Paulo? Quero saber de você. Cê que é superantenado na série, nos livros, tudo que acontece, o que que cê acha dessa notícia, hein? Sim, é, o Eternauta, é, ficou famoso esse ano, né? 3:29 É uma obra argentina aí de ficção científica, uma das maiores assim, e o maior, e foi também a maior produção argentina, né, em nível de production value mesmo, né, de produção de uma série. 3:40 Então foi u-um, um, uma série bastante ambiciosa, bastante esperada também. 3:45 E um-- antes de comentar um pouquinho, Monique, uma coisa que eu acho engraçado de, dessa notícia, é que não só o pessoal da The Verge, né, que fez essa, que noticiou, mas eu vi outros, é, veículos falando exatamente a mesma chamada: "Netflix admite usar inteligência artificial". 4:03 Olha! Tipo, o-olha, eu não sou, eu não sou linguista. É pra gerar polêmica, Paulo? É, exa-exatamente. 4:09 Eu não sou linguista, eu não sou o melhor, o professor Pasquale aqui do, do português, mas quando cê usa o termo "admitir", é quando, cara? 4:16 É quando você, né, tá ali consentindo, concordando com alguma coisa, às vezes de, de descobrir, né, alguma culpa, alguma coisa do tipo. 4:25 Sendo que como você bem mencionou, isso foi feito durante uma earning calls, né, tipo uma reunião com investidores, uma reunião de, de resultados ali, e que o, o, o CEO ali da Netflix fala de forma espontânea, tipo assim, na verdade, não, é, não só espontânea, mas mostrando que foi um resultado de uma ação efetiva, né. 4:42 Então, cara, utilizamos inteligência artificial, uma coisa que provavelmente ninguém percebeu que era inteligência artificial. 4:48 Eu, por-- particularmente gosto bastante de ficção científica e não vi isso reverberar em ne-em nenhum lugar. 4:53 Mas esse detalhe é muito interessante, porque foi uma cena, provavelmente naquela loucura ali, você vê, é, cê nem percebe uma determinada cena acontecendo, e que trouxe um ganho muito grande de produção, né, e o, o, o Ted fala que, é, foi, você mencionou também, né, Monique, deee foi dez vezes mais rápido e um custo muito, muito menor também. 5:14 Então a Netflix não é a primeira produtora de streaming a utilizar inteligência artificial dentro dos seus produtos. Hã, desde outras empresas americanas como a Disney também- Exatamente. Já utilizaram. 5:26 Um, né, um caso que teve foi do, da série, teve uma série da Netflix, da, da série da Disney, acho que é o Invasões Secretas da Marvel, em que a abertura da série era feita com inteligência artificial. Olha aí. 5:37 E o pessoal caiu em cima, né, em cima dessa, dessa série. Eu particularmente achei legal a abertura. Eu gostei da, de como eles fizeram. 5:44 E Paulo, vale ressaltar também que a gente anunciou aqui em maio que a Netflix já havia lançado ali um buscador por inteligência artificial, né, de inteligência artificial generativa, ali até mesmo pra própria versão mobile. 5:57 E a gente anunciou que no, no próprio DataDa Hackers News, até como esse, é, impulsionamento da própria empresa, pra poder integrar também os seus anúncios com conteúdos utilizando inteligência artificial generativa. 6:10 E olhando pra matéria como essa, cê falando sobre essa questão, né, que acaba, meio que parece que quer gerar polêmica, me lembra também- Uhum...do anúncio que a gente fez, não da Netflix, mas da Coca-Cola. 6:21 Sim, no Natal. Que utilizaram a inteligência artificial pra criar anúncio. Exatamente. Uhum. E aí o, o Marvel merdo se abriu, né? Exato, exato. Então, particularmente, é, é que é aquilo, né? 6:32 Hoje virou, é, sinalização de virtude você não gostar de IA, de você criticar a IA. A gente sabe que tem um público que detesta a IA por conta do medo de substituição, por conta de alguma narrativa que foi criada. 6:46 A gente tá falando aqui pra nossa audiência, que é pessoas que sabem que, das limitações e dos benefícios da tecnologia, então é um papo tranquilo da gente ter. 6:53 Mas a verdade é que mais empresas vão se interessar por isso e vão querer utilizar, né. A gente sabe que empresas gostam de imitar gigantes, né, então a gente vai ver outras empresas utilizando a mesma abordagem. 7:02 É, não no sentido de cópia, mas um-uma outra empresa que também utilizou inteligência artificial nas suas obras, foi o próprio, a, 7:10 o Globoplay, né, que teve no ano passado ou esse ano, o lançamento de uma série em que ela foi dublada por inteligência artificial. 7:16 É, foi a série do, se eu não me engano, foi aquele acidente de avião que teve no, no, nos, nos Andes. 7:22 Eu posso tá falando uma besteira, mas eu sei que teve essa série, que era um documentário em que eles utilizaram inteligência artificial pra dublar e ficou muito bom. 7:30 Pessoal caiu em cima, sindicato de dubladores caiu em cima, mas a verdade é: a qualidade foi boa e o custo provavelmente foi bem, bem menor. 7:37 Então, Monique, assim, eu acho que quando você vê uma gigante como Netflix sinalizando de forma, hã, efetiva o uso de inteligência artificial na redução de custo, e a gente sabe que a Netflix não precisa disso pra se gabar, a Netflix já era um grande player no uso de inteligência artificial e machine learning. 7:53 Exatamente. Muito antes do hype de inteligência artificial generativa acontecer. 7:58 Então quando você vê uma empresa que desse calibre, que já contribui muito com o mercado, com a, a comunidade científica, denotando as, é, os ganhos da inteligência artificial, é bem provável que a gente vai ver outros casos de sucesso acontecendo no futuro. 8:12 Exato. 8:12 Mesmo que s-seja em cenas que são rápidas, como um prédio colapsando, no caso do, da série do Eternauta, seja você dublando uma série inteira com inteligência artificial, criando a abertura de uma série utilizando inteligência artificial. 8:25 Eu, como profissional da área, vejo isso com muito bons olhos, fico muito feliz de ver isso acontecendo, né, da, do, da adoção da tecnologia, não no sentido de substituição de trabalho, mas a adoção e evolução da tecnologia sendo aplicada ao, ao mainstream, e também que isso pode possibilitar outros investimentos dado o seu retorno que, que ele tem também. 8:45 Exato. E aí só pra fechar esse assunto também, um caso que ficou muito famoso, assim, com o uso de inteligência artificial, até mesmo depois que, é, o Google lançou, né, o VEO, né, o V-E-O. Uhum. 8:57 Foi aqui no, no Brasil, não sei se você chegou a ver, que era o caso de uma cidade do Pará que utilizou inteligência artificial pra criar uma campanha de propaganda de festa junina, que teoricamente, se eu não me engano, foi o município de Ulianópolis. 9:13 Ulianópolis, né? Isso. Uhum. A prefeitura lá utilizou uma propaganda totalmente gerada por inteligência artificial pra poder estimular que as pessoas participassem ali da própria festa junina. 9:24 E ao meu ver, Paulo, eu acho que vai ter mais ações nesse caso, nesse sentido, né, de utilizar inteligência artificial, e isso vai ser comum aqui pra gente com o passar do tempo, né? Vai, vai demais, Monique. 9:35 Tipo, eu gosto daquela frase que as pes-- que tem sido falado muito na área de, do criação de conteúdo com IA, é: "Esse é o pior que essa tecnologia vai estar na história". 9:45 [risos] Então, a partir daqui, galera, pode ter certeza que essa tecnologia ela vai ficar melhor, vai ficar mais rápida, vai ficar mais barata. 9:51 Igual, assim, o VEO já foi lançado, a gente não tem nem dois meses que o VEO foi lançado, é, já surgiu uma novidade, uma nova feature em que cê pode subir uma imagem, uma foto, pra ele animar em cima dessa foto, ao invés de simplesmente ser um prompt. 10:05 Então, quem sabe o que a gente vai ver aí no futuro sendo criado de, é, solução de inteligência artificial, é, não só na criação de conteúdo e na, na própria cinema-cinematografia também, né? Exatamente. 10:17 Então vamo acompanhar o que tem pra acontecer, quais serão os próximos casos, a gente compartilha aqui com você. 10:24 [transição musical news] E a próxima notícia, olha, Paulo, vou dizer pra você que toda semana a gente tem uma notícia do ChatGPT, essa é a grande realidade. [risos] Sim. [risos] Mas bora lá. 10:39 Porque os usuários do ChatGPT enviaram 2,5 bilhões de prompts por dia. Caraca. É muito prompt em menos de oito meses, né, Paulo? Rapaz, eu acho que uns dois desses 2,5 aí são meu, hein? 10:52 É, Paulo, segundo a OpenAI informou a um site aí recentemente, que está recebendo 2,5 bilhões de comandos, que são os prompts, sendo 330 milhões só dos Estados Unidos. Caraca. 11:05 Esses números revelaram também o quão popular e presente tá a ferramenta que se tornou aí um motivo de aplicação globalmente, né, Paulo. 11:14 E aí pra motivos de comparação, pegando ali até mesmo algumas estimativas do Google, hoje ele processa 13,7 até 16,4 bilhões de buscas por dia. 11:26 E aí em dezembro de 2024, o próprio Sam Altman já havia dito que o ChatGPT recebia um bilhão de prompts por dia, ou seja, um volume que dobrou ali em apenas oito meses, hein, Paulo. E é coisa pra caramba. 11:40 Foi legal esse número, né? Maneiro a gente ver um pouquinho de volumetria das grandes plataformas ali, que não é uma informação que é toda hora, é, divulgada. 11:48 É, eu acho, tem alguns pontos que eu achei interessante da notícia, Monique. 11:50 Primeiro, maior país, né, que é usuário deles, é o Estados Unidos, mas ele fala, faz parte apenas, entre aspas, de 330 milhões dos 2,5 bilhões de requests, de requisições que eles recebem po-por dia. Olha. 12:04 Eu acho que isso mostra o que é, é, a diversidade de usuários que o ChatGPT tem recebido, tá muito grande. 12:11 E aqui, bom, eu tô entendendo que aqui ele tá se referindo apenas ao aplicativo ChatGPT, porque se a gente considerar a API da, da OpenAI, eu acho que é beeem maior a quantidade deee, de prompts, tá? 12:25 Bem maior mesmo, assim. Ia ser muita coisa mais. Então assim, os números mostra que embora os Estados Unidos seja muito grande, ainda há uma diversidade bem grande de usuários, né, ao redor do mundo. 12:36 A gente sabe que o Brasil tá entre os, os países que mais usam o ChatGPT ali. 12:40 E mostra também o quão profundo essa tecnologia tá na sociedade, tá nos usuários assim, que mostra que, é claro, o ChatGPT é um sucesso gigante, mas eu fico só imaginando a arquitetura que tu precisa pra manter essa galera servindo dois bilhões de requisições por dia ali pra, pro pessoal. 12:55 Exatamente. 12:56 E a gente ainda vê que mesmo assim, teve um crescimento muito grande, mas quando a gente compara com o Google, cara, que tem tipo treze ponto sete bilhões de buscas por dia, é muito caminho ainda que tem, tem pra fazer pra as pessoas trocarem totalmente o Google pelo ChatGPT, Monique. 13:12 Exatamente. E eu acho que é por isso também que o próprio Google, né, acho que não só a própria OpenAI, imagine a Perplex AI, quanto que deve ser também. Deve ser bem alto também. 13:22 Uma vez que a gente utiliza o ChatGPT ali como um próprio ma-- mecanismo não só de pesquisa, mas também de produtividade, né? É. 13:29 E você ter isso em menos de oito meses, em menos de um ano, imagine a pro-- a projeção de mercado que se tem automaticamente pensando até no Google, que tem treze ponto sete bilhões, sendo uma empresa já consolidada há mais de décadas, né? 13:43 Total, total. Então assim, é bem bacana ver esse, ver esses números. Continua compartilhando com a gente aí, ô San alto, né, pessoal da OpenAI, que é legal da gente ver esse crescimento que tá tendo da, de IA. 13:53 Eu fico imaginando o segundo lugar. Eu imagino que o segundo lugar seja a Anthropic. Será? Eu chuto que seja, seja Anthropic. 13:59 Talvez ela ou a Perplexity, igual o que cê mencionou assim também, né, pode ser um volume, volume grande, mas eu ainda chuto que a Anthropic tá bem, tá, tá, tá bem na fita aí. É. 14:09 Vamo deixar aqui nos comentários pra galera também dar sua, o seu palpite, quem taria nesse segundo ou terceiro lugar. Exatamente, diz aí pra gente nos comentários aí. 14:19 [música de transição] Bom, essas e outras notícias você acompanha não só aqui no Data Hackers News, mas lá na nossa newsletter semanal, acessando datahackers.news. 14:33 Vai lá, coloca seu e-mail, que toda semana, tudo que tá rolando dentro da área de dados cai na sua caixa de entrada. E aí, Paulo, bora se despedir? É isso aí, Monique. Vambora e a gente se vê semana que vem. É isso aí. 14:44 Até mais. 14:45 [música de encerramento] Esse podcast foi editado por Aerolitos, edição inteligente. 15:06 [música de encerramento]