Transcrição do Episódio 0:00 [música de introdução] Diretamente da maior comunidade de ciência de dados do Brasil, a gente traz o Data Hackers News, as notícias mais quentes da área de dados AI e tecnologia, direto do podcast Data Hackers. 0:18 Eu sou Monique Febe, e junto comigo, eu trago ele, Paulo Vasconcelos, pra gente discutir as notícias que estão rolando essa semana. E aí, Paulo, como que cê tá? E aí, Monique? Beleza, pessoal? 0:30 Vamo simbora que tem muita notícia boa aí, de novidade, que surgiu na área na última semana. E foi uma semana bastante quente, e a gente tá aqui com os melhores, é, melhores notícias que rolaram na semana passada. 0:39 Ou melhor, essa semana, né? [risos] Exatamente. E a gente também voltou de evento aqui, né, Paulo? A gente tava aqui em São Paulo- Olha aí...o Lage também tava aqui com a gente. Verdade. 0:47 E a gente participou aí dum dos maiores eventos para decisores CDIO, CDOs, aí da área de dados, né? Foi muito legal, e muito disso cê vai acompanhar aí nas redes. Exato. 0:56 Se você é liderança, né, em dados, vocês têm que acompanhar aí as próximas comunicações do Data Hackers, porque a gente fez gravação de podcast lá no, no AI Data Leaders. 1:06 Então o melhor lugar pra você saber disso, né, Monique, datahackers.news, inscreve no nosso newsletter, todas as novidades que a gente tiver sobre o que aconteceu no evento, gravações que foram feitas lá, vai ser comunicado ali, e mais uma fonte aí de conteúdo bem bacana pra você desenvolver como liderança em dados, né? 1:20 Exatamente. E vamo agora pras notícias dessa semana. [vinheta] E bora de primeira notícia, porque essa aqui, Paulo, essa aqui é pancada. Tá que nem o Datena batendo no Pablo Marçal essa semana, né? 1:37 [risos] Essa que foi braba, hein? Essa é braba. Porque a Amazon pede que os funcionários retornem aos escritórios cinco dias por semana. Como é que é o negócio? Dá pra acreditar num aco-- num negócio desse, hein? 1:50 É complicado, né, cara. A, a Amazon já tava vindo numa tendência de volta pros escritórios, né? 1:58 Antiga-- antes-- eu tô tentando lembrar aqui, Monique, se foi ano passado, se foi esse ano, que eles tiveram aquela política de falar sobre, da pessoa, de sair de todo remoto, passar um, um formato híbrido, é, fixo, né? 2:09 Então as pessoas tinham que estar no, no, no, na, no escritório três vezes na semana, se não me engano. Então essa mudança já cha-- já ba-balançou bastante, né, a, a indústria, assim, foi muito conversado. 2:20 E agora eles voltam aí, né, com, demandando que todo mundo volte pros cinco dias da semana trabalhando no escritório, né? Exatamente. 2:27 E a notícia que saiu é com relação também a um memorando publicado pelo Andy Jassy, que é o CEO da própria Amazon. Uhum. 2:34 E a decisão marca essa mudança significativa em relação até mesmo à postura anterior do retorno ao trabalho, como você comentou, que exigia que os trabalhadores tivessem no escritório pelo menos três dias por semana. 2:46 Agora, a empresa tá dando aos funcionários até o dia 2 de janeiro pra começar a aderir à nova política de cinco dias por semana. 2:55 A Amazon também planeja simplificar sua estrutura corporativa, tendo menos gerentes, e espera-se que cada organização, que eles chamam ali de S Team, aumente a proporção de colaboradores individuais, que são esses funcionários que normalmente não gerenciam outros funcionários, para gerentes em pelo menos quinze por cento até o final do primeiro trimestre de 2025. 3:17 Vale ressaltar aqui também, Paulo, que depois desse comunicado, as ações da Amazon caíram no último pregão aí dessa tarde. Olha só. É. Agora vamo ver o que vai reverberar, porque esse foi o discurso do Jassy, né? 3:30 E é engraçado que é muito semelhante do próprio ex-CEO lá do, do Google, né? 3:35 Que- Uhum...semanas atrás surgiu aí falando sobre essa questão de que não dava pra trabalhar com inteligência artificial estando em regime totalmente remoto, né? Pois é. Mas vamo ver o que vai acontecer, né? 3:47 É, o, o que a gente pode ver disso aí, se isso vai ser uma tendência da indústria nos próximos meses, né? Aproveitarem esse movimento da Amazon para fazer a mesma coisa outras big techs, né? 3:56 Embora eu acho que talvez se a big tech já, sei lá, o Google, o Facebook, já tenha um esquema de fazer dias fixos no escritório, talvez isso possa piorar, mas acho que empresas que já estão totalmente remotos ainda, provavelmente a gente não deve ver tanta mudança. 4:11 Mas é um, um-- já mostra que 2025 vai ser o ano, né, que vai ter o impacto dentro da indústria de tecnologia, da forma como a gente, como a gente trabalha, e é acompanhar agora, né, como é que isso vai reve-reverberar no restante da, da indústria como um todo, né, Monique? 4:24 Exatamente. 4:25 Até porque no próprio discurso do, do Jassy, ele mes-- meio que reforça que esse motivo de trazer as pessoas para o presencial é até mesmo numa esperança que ele tem ali de que as pessoas consigam, é, resolver os problemas mais complexos de maneira mais rápida, que se consiga pensar em conjunto. 4:45 Uhum. 4:46 E tudo que a gente acaba já vendo, especulando, ou a-até mesmo discutindo, né, sobre essa questão dessas, dessas novas frentes, que às vezes com o impacto que a gente tem ali numa camada mais remota, a gente vê se consegue melhorar trazendo todo mundo pro presencial, né? 5:01 Mas é aquela coisa, né, Paulo? É, a gente fala sobre questões de produtividade, né, que a gente não consegue medir produtividade, e vamo ver se realmente esse impacto, o que pode ocasionar, né? 5:13 E também, acho que a Amazon também nos últimos tempos aí, nos últimos meses, a gente chegou também a anunciar algumas coisas, de até algumas polêmicas dos próximos produtos que eles possuem, né? 5:21 Então não sei se é uma, uma maneira de buscar uma nova forma de, de tentar melhorar os processos internos. A gente não sabe o que acontece no dia a dia, né? Exatamente, sim 5:34 E a próxima notícia é o novo modelo da OpenAI, o OpenAI o O1, ou até mesmo "O um", né, o que alguns conseguem dizer. 5:43 [riso contido] O novo modelo promete ser uma nova série de modelos de inteligência artificial da OpenAI, projetados pra gastar mais tempo pensando antes de responder. Não sei como seria isso, hein, Paulo. 5:55 [riso contido] Por meio de treinamento, esses modelos aprendem a refinar seu processo de pensamento pra tentar gerar estratégias diferentes e reconhecer seu re-- seus erros. 6:04 Mesmo que ainda não tenha muitos recursos, como navegar na web para manter informações, carregar arquivos e imagens, como a gente vê lá no ChatGPT quatroo, para tarefas de raciocínio complexas, este é o avanço significativo e representa um novo nível de capacidade de inteligência artificial. 6:21 Com este novo modelo, a OpenAI agora está zerando o contador de volta pra um e nomeia essa nova série de OpenAI O1. Ou a gente também acaba chamando aqui, né, Paulo, de OpenAI O1, né? É, O1. 6:35 Enfim, não sei qual que é o mo- Pois é...é, qual que é o, o nome que teoricamente a gente vai, vai adotar aqui. Mas não sei, Paulo, agora quero saber de você o que que cê acha desse novo modelo aí. 6:46 É, esse aí é o que tão cha-- falando que era o antigo projeto Strawberry, né, que tava há algumas semanas aí, que era justamente um novo modelo da OpenAI, que prometia bastante-- uma evolução muito grande, né, em relação ao anterior. 6:58 Então, assim, a gente tem algum-algumas características nesse anúncio, né, que chama a atenção desse modelo. 7:02 Primeiro deles, não tem como fugir, ele é um modelo caro, e é um modelo que tá bem caro quando comparado ao, aos outros, aos outros modelos. 7:10 Ele adiciona uma latência muito grande, ou seja, ele demora pra, pra responder, mas isso é totalmente esperado, porque eles partem da premissa de que você não precisa de uma resposta tão rápida, né, em, em alguns momentos. 7:21 Então, por exemplo, criar código, né? Ele fala assim: "ah, você, é, talvez o modelo possa pensar um pouquinho antes de te dar a resposta". 7:28 E esse também é o outro grande, hã, grande novidade desse modelo, que é: ele agora pensa antes de responder. Olha! Não gosto dessa, dessa, da, da forma que eles colocam isso. 7:39 [riso] Tipo assim, o modelo está raciocinando, que dá quase uma-- eu sei que é a tara desse pessoal de dar característica antropomórfica desses modelos, de tipo, dar a característica humana, pensar, raciocinar, ver, falar, escrever. 7:52 Exato. Mas assim, a, a gente sabe que nada mais é do que bom cálculo, né, sendo feito ali por, por debaixo dos panos, não tem nada a ver com a máquina tá conseguindo pensar ou coisa do tipo. 8:02 Mas esse modelo chama bastante atenção pelo resultado que ele gera, né? Os, os, as demos ali que o pessoal da OpenAI coloca do O1 mostra ele sendo usado em ca-- em contextos bem complexos, né? 8:14 Desde código até física quântica, genética, economia. Pesquisas, né? Exatamente. 8:21 Então, economia, né, que às vezes as pessoas, as pessoas acham que não, mas é um contexto altamente complexo, né, de você, de você trabalhar. Exatamente. 8:29 Então, assim, e eu, ô Monique, semana passada, nesse anúncio, se não me engano, foi dado na quinta-feira, por aí, alguma coisa, alguma coisa do tipo. 8:36 E eu já tô ven-- eu tô começando a ver algumas reverberações de reações desse, desse anúncio. 8:41 Primeiro deles que me chamou a atenção é que botaram o O1 pra responder, fazer um simulado do concurso do ITA, se não me engano, aqui no Brasil. Olha! 8:51 É, não lembro se era um concurso, vou, vou, vou me ater aqui, te dar mais detalhe nesse ponto, porque eu não lembro se é um concurso, se é algum vestibular, enfim. 8:58 Só sei que é uma das provas mais competitivas que tem no Brasil e ele atingiu uma nota altíssima- Olha!...nesse, nesse simulado. Outra coisa que teve também, pegaram o, o O1 e aplicaram o teste de QI nele, né? 9:10 E ele pela primeira vez. [riso] Ele foi a primeira IA a su-- a passar dos cento e vinte pontos, né, de, de QI. Olha! Então isso é bem interessante, assim, da gente ver. 9:20 Mas assim, no, no ni-- âmbito mais prático, né, vamos botar assim, de coisas que a gente utiliza no dia a dia, eu vi um cara usando, eu vi até a, a Cassie Kozyrkov, né, que ela foi a primeira chief, é, scientist do, do Google. 9:31 Ela tava reagindo a um, pra postagem de um outro, uma outra pessoa que pediu o, o O1 para criar o, o algoritmo do paper que ele fez. 9:40 Então, tipo assim, ele demorou, ele falou que ele demorou um ano pra fazer o ar-- o, o paper, o algoritmo do, do paper, e o O1 conseguiu fazer em uma hora esse processo, sabe? Nossa! 9:49 Então assim, é claro, e a própria Cassie fala que tem que levar como um grão de sal, né, você não pode levar totalmente de forma literal isso, mas ele é um modelo mais poderoso. 9:58 Isso inegavelmente, ele é, é um modelo mais poderoso que os antecessores. E o que me anima mais disso, Monique, não é nem essa que-- esse anúncio do OpenAI. 10:08 É que eu tenho certeza que a comunidade vai reagir de alguma forma disso na forma open source. 10:12 Talvez até ser um modelo, pode ser um modelo, sei lá, será que a Meta vai lançar um modelo desse, nesse esquema no próximo ano? Será que alguém da open source vai conseguir fazer? 10:20 Tem gente que fala que ele é um bom modelo de, é, chain of thoughts, né, que é quando você pede um modelo pra ele pensar na resposta antes de responder. Olha! 10:28 Um chain of thoughts é, por exemplo, assim, tu pergunta: quanto é dois mais dois? [riso] Aí ele começa a falar assim: "ah, se você pega dois, soma mais dois, dá quatro, então a resposta é quatro". 10:36 Aí ele dá a resposta, a resposta é quatro. Então o pessoal fala que ele é um modelo desse âmbito, desse tipo, sabe? De pensar, planejar um pouquinho antes de executar. 10:45 Então assim, é um modelo que tá caro pra gente, ainda tá bem proibitivo assim de usar isso no nível de produção, mas eu sempre fico animado, né, com esse tipo, esses novos modelos assim, e eles acabam, nada, nada, renovando também o hype, né? 10:56 Exatamente. Que aí, e até o hype errado, né? O hype errado também, né, Monique, que é: "nossa, agora a IA pensa, agora a IA vai sei lá"- Exato...."chamando o Smith pra dar sopa em robôs". [riso] A Skynet. 11:09 Tem esse desespero também, né? É, a gente vê tanta coisa acontecendo, né? 11:13 A gente tá num momento, né, que cê, cê comenta que a gente tá vivendo um, uma fase hoje da nossa, da nossa era, vamos dizer assim, muito propícia a essas coisas que podem acontecer. Cada dia surge uma coisa nova. 11:25 A gente tando aqui no próprio Data Hackers News, né? Uhum. Toda semana a gente vê coisas que acontecem, cê fala assim: "não acredito", né? 11:31 [riso contido] Mas acho que é um pouco disso, né, o movimento é naTambém um pouco o mercado de-- como você comentou, né, gera esse senso de competitividade também. Sim. Né? 11:40 Será que a Meta ou outras empresas aí, grandes big techs também tão olhando pra isso? O que que vem depois disso? Pois é, exatamente. O que vem depois dessa, dessa camada? 11:50 Outro ponto interessante é que a OpenAI, nada, nada, ela ainda é com-- um grande baluarte da inteligência artificial no mundo todo. O que eu quero dizer com isso? 12:00 Ela é muito ter-- o termômetro que as pessoas usam pra saber se tá tendo inovação ou não. Olha! Né? Principalmente o pessoal que é fora da área, né? 12:08 A gente usa aqui, fala de Llama, fala de Mistral, fala desses modelos, mas, hã, minha percepção é que isso tá muito preso dentro da nossa bolha de, de tecnologia. 12:16 Agora, OpenAI, cara, minha mãe usa-- eu já falei isso várias vezes aqui no episódio, minha mãe usa o OpenAI pra, é, o ChatGPT pra fazer brainstorm de pregação da igreja dela, por exemplo. Olha! Sabe? 12:26 Que ela fa-- que ela vai dar na igreja. Então assim, é uma com-- é uma tecnologia que tá muito mais pervasiva do que outros, os seus concorrentes. Então, qual é o tipo de coisa que o pessoal pensa com, com, com a OpenAI? 12:37 Se esse modelo que eles lançassem agora fosse um modelo muito ruim, fosse um modelo bem bunda mesmo, pode ter certeza que o pessoal ia tá mais desanimado, falando assim: a primeira notícia que ia ter é: [risos] 12:47 É, não tem mais inovação, a bolha estourou, não tem mais inovação de op-- de inteligência artificial e tudo mais. 12:54 Eu não sei se isso é, seria uma coisa boa ou seria uma coisa ruim, né, de estourar essa bolha e vai finalmente a gente poder trabalhar. 13:00 Mas a verdade é que isso vai renovar esse, esse ânimo, né, do pessoal em utilizar mais a inteligência artificial. 13:06 Então assim, vamo-- os próximos meses prometem ser uns meses muito quentes ainda pra nossa, pra nossa área, promete ser uma área muito, área muito quente para se criar produtos e tra-- e trabalhar nelas também. 13:16 Então assim, é, no fim das contas, eu tô bem animado com esse, com esse, com essa novidade. Quero testar o, o O1 ali com, com alguma coisa e aí acompanhar agora como é que a comunidade vai reagir nisso também, né? 13:25 De trazer esse tipo de modelo junto também. Exatamente. Eu vejo ali que a galera tá bem animada com essa usabilidade, né? 13:32 Eu acho que impressiona muito as pessoas, até mesmo que não detém tanto conhecimento da tecnologia, essa questão de uma máquina pensando pra gente. Uhum. 13:40 Mas eu acho que é uma grande aposta ali, até mesmo pra movimentar todo um mercado diante do que a gente já acompanha, né? Sim. 13:46 E é como você falou, né, realmente, se a gente tivesse-- se fosse tão ruim assim, acho que a gente não teria essas devolutivas positivas ou essa esperança, assim, do que é que vem depois disso, né? É. 13:56 Mas vamo acompanhar, né, Paulo? É isso aí. É isso aí. [música animada] E a última notícia, Paulo. 14:10 Olha, enquanto a gente tá aqui falando de direito autoral, da música, tem gente ganhando muito dinheiro, viu, Paulo. Olha! Os cara não ajuda a gente também, né, cara? [risos] Nossa Senhora! 14:22 Mas é: homem é preso após criar banda falsa com inteligência artificial, coloca robôs para ouvir e fatura, sabe quanto? Hã? Dez milhões de dólares. Dá pra acreditar um negócio desse, Paulo? 14:36 [risos] O miserável é um gênio. Não, eu tô falando, cara, os cara fica dando combustível pro pessoal fazer, acelerar a regulação de IA, porque olha só o que que o maluco faz, cara. 14:44 Não, isso, isso aí não é episódio de Black Mirror, não sei o que que é. [risos] Por exemplo, tu cria uma banda falsa com ouvintes falsos e ganha grana com, com isso, né? Como é que foi isso aí, Monique? 14:53 É isso mesmo, vou contar essa história pra você. 14:55 Um homem lá da Carolina do Norte usou inteligência artificial pra criar centenas de milhares de músicas falsas, de bandas falsas, e depois colocava elas no serviço de streaming. 15:09 E aí, o nome dele é Michael Schmidt, ele tem apenas cinquenta e dois anos. 15:14 Ele foi acusado, ali numa acusação federal, revelada na última quarta-feira, de roubar pagamentos de royalties de plataformas de streaming digital por sete anos. 15:25 O senhor Schmidt, Paulo, produziu músicas geradas por inteligência artificial e tocou bilhões de vezes usando bots que ele havia mesmo programado e centavo por centavo, ele arrecadou uma quantia real de dez bilhões de dólares. 15:42 Caraca. Agora vou dizer pra você, né, Paulo, é muita santa inteligência pra fazer um mecanismo como esse, né? Pô, véio, se esse cara aí começa-- fosse pesquisador, ia descobrir a cura do câncer, alguma coisa do tipo. 15:54 Que-- e, e vale lembrar também que ele, ele já é músico, né, Monique, ele, ele ééé... Já é músico, já é músico, é. Então ele aproveitou disso pra criar essas bandas aí e, e faturar uma grana ali de forma ilícita, né? 16:07 Exato. Ele literalmente pensou no processo como um todo, né? Porque no Brasil, como que funciona? Você cria uma música, você precisa de uma produtora, você cadastra essa música. Uhum. 16:16 Essa música, teoricamente, fica disponível a público. 16:19 Então toda vez que ela tocar em alguma plataforma de streaming, pelo número que se toca ali de, de vezes que aquela música, você ganha ali um, um percentual diante disso. 16:28 Agora, imagine ele criando várias músicas, cadastrando essas músicas e criando bots que davam players ali na música e ganhar esse, essa quantia de dinheiro, viu? 16:40 Ô, Monique, eu me pergunto ainda, porque assim, com certeza ele não é o primeiro cara a fazer isso, né? Tipo, com certeza ele não é a primeira pessoa que tá fazendo isso. 16:47 Eu me pergunto se a gente tá ouvindo falar dessa notícia, justamente porque é um valor exorbitante. Insano. 16:53 A gente não tá falando de um cara que ganhou cinco mil dólares, um milhão de dólares, ele ganhou dez milhões de dólares. Então acaba sendo um, um valor estratosférico que chama bastante a atenção. 17:03 Mas eu fico me perguntando se não tem mais casos desse que tão trabalhando mais na surdina, sabe? De tipo assim... Com certeza. 17:11 Ah, o cara tá, sei lá, vou, vou, vou ficar aqui bem low profile, só pegando uma quantidade bem menor, mas que tá acontecendo a, a mesma coisa, o mesmo, o mesmo fenõ-- o mesmo fenômeno, sabe? 17:20 Então, mas assim, é um, é um precedente insano, né, de você, de uso de inteligência artificial. E aí a gente [risos] 17:28 trouxe aqui porque é uma notícia tão aleatória, tão, tão what the fuck que aconteceu na, na, na indústria também, que não poderia ficar de fora, né? Exatamente. 17:35 E na notícia fala que ele já faz isso por sete anos, mas não dá pra saber se em sete anos, qual o tempo desses sete anos, se é sete anos fazendo isso. Aham. 17:45 Ou se ele já faz isso, ou já arrecada, ou até mesmo de maneira lícita mesmo, durante esses sete anos e durante esse meio tempo. Aí ouve uma linha e fala: "Agora vou, vou testar um bot aqui". É. Não sabemos, né? Doideira. 17:57 Porque é muito tempo também, né, Paulo? Convenhamos, né? É tempo pra caramba ficando na, né, na, no crime ali fazendo, fazendo isso. Exatamente. Mas enfim, pessoal, não faça isso, não faça isso em casa. 18:08 Consiga o dinheiro de forma lícita. [risos] Use a IA, mas usa pro bem, pelo amor de Deus. Não vai ser preso aí não, galera, pelo amor de Deus. 18:14 É, eu acho que o, o que pode surgir aí, porque até mesmo pra que você possa cadastrar uma música, você precisa de uma produtora pra fazer isso, ou pelo menos aqui no Brasil. 18:21 Mas eu acho que o que pode surgir é um mercado paralelo desses bots pra poder dar play nas músicas, né? Se já não tem, né? Verdade, é verdade, se já não tem. Mas é isso, Paulo. Boa. A gente tá aqui, né? 18:33 Não utilizando o, a potência da inteligência artificial, né? Usando pro bem, usando pro bem. 18:37 [risos] [música animada]Bom, essas e outras notícias você acompanha aqui no Data Hackers News, mas também lá na nossa newsletter semanal, assinando datahackers.news. 18:53 Vai lá, coloca o seu e-mail, que toda segunda-feira chega notícias fresquinhas na sua caixa de entrada de tudo que tá rolando dentro da área de dados. E aí, Paulo, bora se despedir? Vambora, Monique. É isso aí, pessoal. 19:05 Esperamos que cês tenham gostado da notícia dessa semana. Dá um pulinho lá no datahackers.news, né, pra gente-- pra não perder nenhuma novidade dessas aqui, né. 19:12 Esses aqui são os destaques que aparecem lá na nossa newsletter. Então deixa de acompanhar aí, segue a gente na rede social. É isso aí, semana que vem tamo junto. É isso aí. 19:19 Semana que vem tem muito mais, tem muita coisa boa acontecendo na comunidade Data Hackers, então acompanha a gente aí em todas as redes sociais, lá no LinkedIn, e a gente vai se falando aí nas próximas semanas. Fui. 19:30 Valeu! 19:43 [música de encerramento] Esse podcast foi editado por Aerolitos Edição Inteligente. [música de encerramento]