Transcrição do Episódio 0:00 [música de introdução] Diretamente da maior comunidade de ciência de dados do Brasil, a gente traz o Data Hackers News, as notícias mais quentes da área de dados, AI e tecnologia, direto do podcast Data Hackers. 0:18 Eu sou Monique Femme e junto comigo eu venho muito bem acompanhada com eles, Paulo Vasconcelos e Gabriel Lages, pra gente discutir as notícias dessa semana. E aí, Paulo? E aí, Lages, como vocês estão? Fala, Monique. 0:33 E aí, beleza? Convidado especial aqui, né, no, no Data Hackers News, né? Isso. Illustrando aqui o nosso papo hoje. [riso] Super especial. Vim buscar meu presente de Natal com vocês. 0:43 [riso] Olha, o Lages já anunciou aqui nos últimos Data Hackers que você virou papai novamente, né? Então seu presente de Natal chegou mais cedo, né? É isso aí, chegou um pouquinho mais cedo. 0:52 [riso] Tá tudo ótimo, graças a Deus. Que bom, que bom! Então o Data Hackers hoje, né Paulo, tá especial, né? O último do ano, o último Data Hackers News do ano. E a gente vem aqui falar sobre o quê? 1:04 Sobre boas novas, porque a gente encerrou a pesquisa State of Data essa semana, né? Olha que coisa boa, hein? Exatamente, Monique. 1:11 É esse trabalho que a gente ficou aí, é, as últimas semanas e meses aí trabalhando junto com a comunidade. Chegou ao fim o State of Data desse ano. 1:18 Terminamos de coletar as respostas, né, das pessoas, dos participantes e agora a gente entra numa nova fase, né, de preparar um relatório bonito ali com nossos parceiros, nossos amigos e amigas da BN Company, que é pra aquele relatório que vocês já conhecem. 1:31 E esse ano foi bem legal a representatividade também, né, Lages? Bastante resposta que o pessoal contribuiu aí, né? Com certeza, Paulo. Mais uma vez, né, mais de cinco mil profissionais de dados participando da pesquisa. 1:43 É só cê parar pra olhar e pensar em qual pesquisa no Brasil tem um volume tão alto de participantes assim, né? Tanta gente contribuindo. Exatamente. E não é uma pesquisa só de opinião, de sim ou não, não, né Paulo? 1:54 São... Verdade. A gente fala de carreira, fala de salário, fala de lu-- modelo de trabalho preferido. Fala se, se não gosta do chefe, fala se quer procurar outro emprego. Então tem de tudo ali. 2:04 [riso] É, a pessoa tem que gastar uns minutos ali, né? Gasta uns minutos respondendo mesmo a pesquisa, então... É isso aí. 2:10 Sem contar que todos aqueles que preencheram a pesquisa também receberam o report, né, de carreiras e salários, né? Até pra que você possa se preparar pra 2025, né? Muita coisa pra acontecer. 2:20 E a gente contou aí com a colaboração não só de vocês que preencheram a pesquisa, de muitas comunidades. Total. E óbvio que a gente também quer agradecer a colaboração de cada um de vocês, né, meninos? É isso aí. 2:30 Isso não é um trabalho que o Data Hackers faz sozinho. Tem vários parceiros, tem várias pessoas apoiando, várias comunidades. 2:36 E no final a gente só conseguiu ultrapassar a barreira das cinco mil respostas com o apoio de toda a comunidade, com uma grande força tarefa que a comunidade fez aí e ajudou a alavancar a pesquisa mais uma vez. 2:46 É isso aí. Agora a gente vai esperar pra 2025, né? Até pra liberar o report aí no início do ano. Então qualquer novidade a gente também anuncia aqui. Mas bora pras notícias dessa semana. 2:57 [vinheta] E bora pra primeira notícia, porque o cofundador da OpenAI afirma que a forma como a inteligência artificial é criada está prestes a mudar. 3:11 Na última sexta-feira, do dia 15, o renomado cientista e cofundador da OpenAI participou de uma conferência lá em Vancouver e trouxe algumas reflexões sobre o futuro da inteligência artificial. 3:23 Segundo o cientista, o modelo atual de desenvolvimento, baseado ali na ingestão massiva de dados, né, que é utilizados e alimentados até pela própria internet, tem ali um certo limite. 3:34 Isso porque ele também esboçou nessa conferência que só existe uma única internet e, por ser um recurso infinito, isso é capaz de fazer com que essas próximas inteligências artificiais, né, sendo mais racionais e imprevisíveis, capaz de resolver problemas, olhando ali um passo a passo com esse limite de dados utilizados. 3:55 Mas eu quero saber de vocês, rapazes, o que que vocês acham, diante de tudo que a gente viu nesse ano, até mesmo anunciando aqui no próprio Data Hackers News, se realmente a forma como a inteligência artificial é criada vai mudar e o que que vocês tão também acompanhando de futuros avanços, né? 4:09 Galera, essa notícia foi muito interessante. Uma coisa que, que muita gente tem falado é o seguinte: cara, é muito legal a gente ouvir pessoas que realmente entendem de inteligência artificial. Sim. 4:19 Então, pra quem não sabe, o Ilya, Ilya, sei lá, eu não sei, não sei como falar o nome dele. Ele é um dos fundadores da OpenAI, um daqueles que saiu naquela confusão lá e tudo mais. 4:30 Ficou um tempo, saiu, voltou, ficou um tempo e tudo, né? Mas depois saiu em definitivo. Mas ele também foi um dos fundadores do TensorFlow. Uhum. Né? 4:38 Que é um framework da Google lá, muito usado em machine learning lá de-desde o início. 4:42 Ele é um cara que tem um histórico, um background muito profundo ali em inteligência artificial e tá falando coisas de que ele viu lá dentro, de que ele vive-vivenciou em todos esses anos. 4:52 Mas basicamente, o que que ele quis dizer quando ele fala, quando ele tá falando que o futuro da inteligência artificial vai ser muito dif-- muito diferente do que o que a gente tá vendo hoje? 5:00 É porque desde a chegada do ChatGPT, dos modelos GPT, né, não só o ChatGPT, o ChatGPT é um produto em cima dos modelos, né, mas des-desde o lan-- dos, da chegada dos modelos GPT, cada salto que a inteligência artificial, principalmente as LLMs, têm dado, tá sendo no número de parâmetros do modelo. 5:15 O que que é, de uma forma bem res-- bem leiga, bem, bem, bem resumida pra qualquer pessoa conseguir entender, o que que a gente quer dizer com isso, né? 5:23 Cara, sei lá, hoje em dia a gente tem modelos com sete bilhões de parâmetros, modelos com dezoito bilhões de parâmetros e tudo mais. 5:29 Eu tô-- isso aí a gen-- quando a gente fala disso, a gente tá falando que o modelo foi treinado numa quantidade de texto, é, pra encaixar nesses sete bilhões de parâmetros ali. Então, o que que ele quis dizer? 5:39 Cara, até, até o momento atual, quanto mais capacidade de processamento você tem, quanto mais GPUs, quanto mais TPUs, quanto mais recurso você tem pra melhorar a performance do seu modelo, mais você conseguiria melhorar o seu modelo, porque você teria mais conteúdo que ainda não foi processado, que ainda não foi parametrizado ne-nesse, dessa, em toda essa estruturaEstrutura aí. 6:00 E aí, Paulo, pode me corrigir aí, cara, que eu, que eu tô querendo-- tentando falar de uma forma mais simples aí pra galera entender. Sim, sim. Só que o que que o Ilya quis dizer? 6:08 Ele f-- ele quis dizer que, cara, a quantidade de conteúdo disponível no mundo tá chegando ao seu limite, né? A internet é uma só. 6:16 Todo dia surgem coisas na internet, mas ela não se multiplica por N vezes todos os dias, todos os segundos, todos os minutos ali. Verdade. 6:23 Então, a gente tá chegando num, num cenário muito, muito próximo, segundo o Ilya, de termos modelos que já têm, já foram treinados em cima de todo o conteúdo disponível. 6:33 Então, você não teria mais novos modelos muito melhores com-- sem ter novos conteúdos. Então você teria que esperar ter geração de conteúdo, ter novos conteúdos relevantes. 6:44 Sei lá, vamo, vamo imaginar um modelo GPT que foi treinado em cima de todos os livros do mundo. 6:48 Você tem que esperar novos livros surgirem pra continuar tendo relevância aquilo ali, pra continuar se-- melhorando as métricas desse modelo. 6:55 Então, segundo ele, o volume de conteúdo tá, comparado ao volume de dados processados pelos modelos, tá atingindo o seu limite. 7:01 E a partir de agora, o que vai mudar, né, nesses modelos vai ser no uso, né, na, na, na, na capacidade de proporcionar soluções em cima disso. 7:11 E ele faz um paralelo, que foi bem legal, que ele faz um paralelo com a biologia, porque LLMs foram inspiradas na biologia. E o cérebro humano, no começo, ele, ele, ele foi um cérebro que cr-que cresceu e se desenvolveu. 7:22 Ele se tornou um cérebro maior proporcionalmente ao corpo ali, né, um cérebro maior, mais complexo do que dos outros animais, mas ele atingiu o limite. E esse limite foi lá na pré-história, né? 7:32 O cérebro humano ele não continua crescendo, a gente não tem, sei lá, pessoa que mais inteligente tem um cérebro do dobro do tamanho da outra. Não tem muito isso, né? 7:39 É, e o que fez o ser humano evoluir, foi muito, assim, a capacidade de solucionar problemas com, com aquele cérebro que ele tem ali. Então, esse foi um paralelo que o, que o Ilya fez. Muito massa. 7:50 E foi bem, e foi bem interessante, que mostra um pouco do futuro da inteligência artificial. 7:54 E o que eles tão falando é que, cara, agora os agentes de AI, né, ou seja, L, é, modelos com capacidade de solucionar problemas específicos vão ser a próxima grande revolução. Sim. 8:07 E não um modelo que tem tudo ali dentro, que resolve tudo de tudo. Você vai começar a ter modelos que resolvem problemas específicos. É mais ou menos isso aí, Paulo? Exatamente, cara. 8:16 Eu assisti essa palestra, né, a conferência que a Monique mencionou, é, a NeurIPS, né, que é tipo, cara, é a maior conferência que tem de inteligência artificial, assim, uma das maiores conferências que existe no mundo de computação. 8:28 Então é absurdo, assim, questão de qualquer, qualquer, é, pesquisador tendo paper, um paper lá. E o mais incrível da, dessa palestra dele é que é uma pa-- é uma apresentação de quinze minutos, cara. Olha! 8:38 Quinze minutos com slides que parece que foram feitos no, no Word, assim, de tão simples. Os slide dele tem sempre, é só bullet point, só bullet point os slide dele. 8:46 [riso] Mas achei muito massa que tem duas coisas que ele falou que, tipo assim, eu acho muito interessante. A primeira é essa frase: "A internet é uma só", a gente só tem uma internet. É isso aí. 8:55 Isso é, é doido de você conceber essa ideia, falar assim: "Caraca, realmente, ok." Realmente. A internet que a gente tem agora é a única que a gente tem, tipo, não tem outra ali, né? 9:04 Mas a, a frase que ele falou que eu achei mais incrível assim, é que dados hoje é como se fosse o combustível fóssil da, da, da inteligência artificial. É o quê? É algo que foi criado ali e a gente tá usando. 9:17 Igual um petróleo hoje que a gente usa, que tá, tá lá atrás. É, os dinossauro, os dinossauro lá criaram pra gente, né? Criado, né, daquele jeito, né? 9:26 [riso] Mas o que eu acho in-- é, que ele fala interessante nisso, complementando o que o Lais mencionou, é que justamente, é, a, o ganho que a gente vai ter simplesmente botando mais dados, não vai resolver muita coisa de, a nível de inovação do que, do que a gente vê, né? 9:40 Vale lembrar que o Ilya, ele saiu da OpenAI pra fundar a sua própria startup também. Inclusive o nome dessa startup se chama Super Intelligence. Olha! Que é o conceito que ele acredita. 9:49 Então tem uma parte da apresentação que ele fala assim: "Cara, o que que vem aí, né?" Tipo, no longo, no longo, é, termo. É, tem essa briga sobre A-AGI, né? 9:58 Sobre aquela inteligência artificial que faz tudo e tem esse conceito de superinteligência, que é essa questão de um modelo mais específico, mas é muito bom naquela tarefa. Então o que que ele fala? 10:06 Ele fala de quatro pontos que ele acha que é interessante, que será o futuro. 10:10 Um é a questão de agentes de LLM, que, é, eu achei legal que, tipo assim, tá-- casa muito com a visão que eu tenho também assim, que eu acho que o próximo ganho que a gente vai ter na indústria é o uso de agentes ali de uma forma inteligente. 10:22 Agente pra quem não sabe, pessoal, é uma-- imagina uma LLM, um ChatGPT, que ele consegue tomar ações, usar ferramentas, é, ou consegue automatizar algumas etapas pra você. Então pro negócio, é, isso é muito útil. 10:32 Então ele acredita que o futuro é sobre essa pegada de agentes. Ele acredita também que esses modelos vão ter uma capacidade melhor de raciocínio, parecido ali com, com o OpenAI O1, né, que quando foi anunciado. 10:45 Eles vão ter uma capacidade melhor de entender o que que a pessoa tá pedindo, então não entender apenas uma instrução direta, mas conseguir abstrair dependendo do contexto e coisa do tipo. 10:54 E outro ponto que ele menciona é a questão dooo, que esses, esses, essa superinteligência, ela é autoconsciente. 11:03 E eu vou tomar cuidado com esse termo, né, porque é muito fácil da pessoa achar que quando ele fala autoconsciente é o Exterminador do Futuro lá, né, John Connor chama ele e tudo mais. [riso] Olha aí. 11:11 O que ele fala desse superin-- dessa superinteligência, é, de, de ser self, é, autoconsciente, é no sentido de: imagina, por exemplo, que você tem uma IA, um agente de IA, que é, é especialista em criar código. 11:24 E tu fala assim: "Olha, cria um código pra mim que cria um formulariozinho no meu site pras pessoas se cadastrar". Imagina que esse agente ele cria um formulário todo quebrado. 11:32 E fala assim-- hoje o ChatGPT fala assim: "Toma aqui, olha, esse aqui é o formulário". Ele não verifica se aquilo ali tá funcionando. Ele fala: "Ó, esse aqui é o código que eu gerei, então roda aí vê se vai funcionar". 11:40 O que o Ilya fala nesse contexto é o seguinte: essa IA autoconsciente ela vai perceber que ela cometeu um erro naquele código, vai resolver e vai mandar pra você o certo. 11:47 Então nesse sentido que ele tá falando sobre autoconsciência. Então assim, foi uma palestra muito bacana, vale a pena acompanhar o trabalho do Ilya mais de perto. 11:55 Foi legal ver, né, o, o, o Lais, um gigante da indústria assim, falando sobre inteligência artificial, né? Total, cara. Um mundo tão raso sobre-- todo mundo fala sobre especia-especialistas de IA e tudo mais. 12:05 É, é muito legal tu ver um cara especialista mesmo falando sobre, sobre isso. É, todo mundo é acostumado a ouvir Elon Musk, ouvir esses caras aí, tudo que eles falam de inteligência artificial, né? 12:13 Mas é legal também escutar um cara que realmente tá no front, é o cara que tá no back-end da parada ali. Exato. E ô Monique, eu vou pedir pra colocar o link da apresentação de-dessa palestra do, do Ilya. 12:24 Tá em inglês, pessoal, mas aí às vezes cês passam num, um, alguma ferra-- alguma IA que gera legenda aí, cês conseguem ver direitinho. Mas vale a pena, vale a pena. 12:31 Ele fala bem pausadamente, então dá pra, dá pra até ouvir no um ponto cinco LX ali também. É, e é legal cês falarem sobre isso, né? 12:38 Porque até mesmo lendo a matéria, ele fala muito sobre essa questão relacionada, você que assistiu, né, Paulo, pode até dizer melhor sobre isso. 12:45 Mas sobre essa cautela que a gente tem, que a gente acaba também falando sobre os desafios sociais e éticos, né, quando a gente tem a utilização da inteligência artificial. 12:53 E até mesmo nessa defesa de gover-de governança, né, trazendo um pouco sobre essas reflexões e esses impactos de liberdade humana, né? 13:01 Que é um pouco do que você mencionou até mesmo nessa questão de trazer ali uma inteligência artificial diferente do que a gente tem hoje, né? Mas bora acompanhar. A gente vai deixar aqui o link na descrição. 13:11 E aí vocês também podem deixar seus comentários aqui. O que que vocês acharam também dessa notícia? O que que vocês veem como futuros, né, ou possibilidades futuras da inteligência artificial, né? 13:25 E bora pra segunda notícia, porque essa aqui é briga de cachorro grande, né? Porque agora a Meta não quer que a OpenAI vire uma empresa com fins lucrativos [som de caixa registradora] e apela pra quem? 13:36 [risos] Pro governo dos Estados Unidos. Como é que é o negócio? Olha só, hein? Que papo de maluco é essa história, cara, tá maluco. 13:44 [risos] É, mas a Meta não foi aquela empresa que acha-- que ficou indignada com o Senado americano, que, é, punindo eles e processando eles, né? É. [risos] Exatamente. Agora eles tão recorrendo à Suprema Corte. Pois é. 14:00 Interessante. [risos] Parece que o mundo virou, não é mesmo? [risos] O mundo virou. Pois é. 14:07 A Meta, ela tá pressionando agora o governo dos Estados Unidos contra a possível transformação da OpenAI em ser uma empresa com fins lucrativos. 14:16 A empresa manifestou ali preocupações sobre algumas implicações competitivas que eles alegam que estarem relacionadas à ética do modelo, principalmente dentro do setor de inteligência artificial, enquanto enfrenta disputas internas e mudanças na liderança. 14:30 A OpenAI também avalia captação de investimento aí pros próximos tempos, né, que pode avaliar a própria OpenAI em mais de cento e cinquenta bilhões de dólares. 14:39 A gente até comentou aqui em alguns Data Hackers News aí passado, mas isso também intensifica tensões sobre essa questão de priorização dos lucros sobre a pesquisa, sobre a própria empresa e principalmente pesquisas de impacto do próprio mercado. 14:54 Mas ó, quero ouvir de vocês, né? 14:56 Porque a gente até também anunciou que o, o próprio movimento do, do próprio Zuckerberg nos últimos tempos aí falando sobre ter modelos abertos e tudo mais, mas eu acho que é mais uma competição do mercado mesmo pra tentar chegar ali à frente na linha de chegada, né? 15:13 É isso aí, Monique. Eu acho que essa notícia, cara, pra gente entender ela bem, tem que voltar lá atrás e lembrar o que que foi a OpenAI, né? Como que ela surgiu. Isso. O que que era a OpenAI. Exatamente. 15:23 Porque a OpenAI realmente não era uma empresa. Ela era um grupo de pessoas. Era, ô, cara, na boa, a OpenAI era uma comunidade, né, Paulo? Era muito próximo de uma comunidade, né, cara? É, tipo isso. Sim, sim, muito. 15:34 Era um grupo de pessoas, pesquisadores, que se juntaram pra trabalhar juntos na, na solução daqueles problemas ali. 15:43 E tinham, tinham eventos anuais, e aí sim tinha fundos pra pagar pras pessoas irem nesses eventos, pra fazer, fazer tipo congressos mesmo da OpenAI e tudo mais. Bo-- pagava bolsas pra pesquisadores, né? 15:58 A pegada era tipo assim, eraaa-- eles queriam usar inteligência artificial pra mudar a vida das pessoas, assim, mudar o mundo, na pegada deles, né? É verdade. Para o bem, né? É, para o bem. Quer dizer, às vezes não. 16:09 Então, questão do GPT é isso. Eles trabalhavam com robótica antes, tinha uma linha só de robótica deles também. E tudo era open, né, Paulo? Exatamente. [risos] Tudo era aberto. Na época que era OpenAI. 16:20 E vale ressaltar que a gente ainda falou nesse ano, porque o próprio Elon Musk, há tempos atrás, aí surgiu com algumas polêmicas, até mesmo no, no próprio X, antigo Twitter ali, falando sobre essa questão de que ele não apoiava que a OpenAI-- isso porque depois que ele saiu, né? 16:36 Que ele não tava mais lá. Sim, sim. Mas ele veio com uma polêmica aí dizendo que ele não apoiava que a, a própria OpenAI pudesse ser uma empresa com fins lucrativos, né? Ele até saiu da OpenAI, né? 16:46 Mas, mas dizem as más-línguas que ele primeiro tentou comprar a OpenAI pra, só pra ele, né? Então... Ó, a-agora tem uma teoria da conspiração sobre, né? 16:56 Porque o Elon Musk, teoricamente, foi o que mais injetou grana na campanha do Trump. Agora, vem o Zuckerberg querendo apoio do governo também pra poder tirar a OpenAI. 17:08 Será que não tem um complô ali que a gente ainda não descobriu? Vai saber, né? Não, o Elon Musk, ele vai fazer parte do governo, parece, né? É. Ele vai ter um cargo lá no governo, sei lá, ministro de não sei o quê. 17:17 Ele vai ser tipo um estagiário ali, né, vamo dizer assim, né, do governo americano. Ele criou o departa-- o departamento dele vai se chamar, vai se chamar DOGE, cara. 17:26 DOGE, sabe aquele do, aquele meme do cachorro D-O-G-E? Vai ser DOGE o nome, cara. Olha que, que cagada o negócio. Nossa. 17:33 Mas olha só, pessoal, na, na verdade, pra você entender da melhor forma o que que isso tudo significa, é vocês assistirem uma série chamada Silicon Valley, que tem no, na, na HBO. 17:42 É uma série de comédia que mostra o mundo das startup. É exatamente isso. 17:46 É tipo assim, um cara tenta ferrar o outro, aí o outro tenta ferrar o outro também, aí do nada os dois tão jantando junto, e tipo assim, e, e fica, e fica por isso, por isso mesmo. 17:54 Porque a notícia fala, né, ô, Monique, que assim, a, 17:58 o, o Marquinho, né, o, como chama aqui o Mark Zuckerberg, ele se juntou ao Elon Musk nesse processo, que ele já, já abriu falando que não podia ser, é, ser fim lucrativo. 18:08 A gente sabe que no fim das contas é por conta da competitividade entre as duas empresas. 18:12 O Elon Musk, vale lembrar, ano passado, ele quis meter aquela carta de seis meses pra não ter, pra não ter avanço de inteligência artificial, pra que ele pudesse dar tempo de fazer a dele. Então... Exatamente. 18:24 Ele tá investindo num super cluster de inteligência artificial no Texas. Aumentou agora o, a quantidade, a capacidade. Cê tem a Meta também, que o Mark Zuckerberg quer ser a verdadeira OpenAI aí, né? 18:34 Inclusive tá conseguindo, né? Tipo, já perdoei ele de todos os pecados que ele já fez com meus dados lá na, da Cambridge Analytica, já tá, já tá perdoado, vida que segue. [risos] Olha. 18:43 A gente sabe que isso tudo é motivado por isso, né? Tipo, os caras começaram a fazer isso agora porque a OpenAI tá se destacando absurdamente, né? Exatamente. 18:51 E realmente, né, o modelo GPT, ele foi treinado em cima de toda a internet, né? É. E com certeza não foi pegar, não pegaram direitos autorais sobre todo aquele conteúdo que foi treinado no modelo, cara. 19:01 Então tem muita polêmica em s-- em torno disso. Parece que descobriram que o Sora, né, que saiu-- semana passada, eu e a Monique anunciamos aqui, né, o lançamento do, da IA que faz vídeo. 19:11 Parece que a galera tá descobrindo que foi gera-- é, o modelo foi treinado em dados de jogos. Por exemplo, cê pede pra ele reproduzir um, uma cena de um jogo, ele consegue reproduzir exatamente. Olha aí, cara. 19:20 Parece que tem como tu replicar streamers também, como se fosse live na Twitch também, muito bem feito. [risos] Tu fala assim: "Gera u- gera o Twitch, gera um", como se diz? 19:31 É, uma imagem do, sei lá qual streamer famoso aí. "Ah, gera uma imagem do Casimiro aí, um vídeo do Casimiro jogando, é, Counter-Strike aí". Aí ele cria bonitinho, sabe, um exemplo assim. 19:41 Então ninguém vai tá pedindo por favor, né, pra usar esses dados, né, cara, então... [risos] Mas tem muita coisa pra rolar. 19:48 Vamo ver o fim dessa história aí ou o começo dela, né, no ano que vem, que eu acho que tem muita coisa pra acontecer. Mas faço aqui as minhas apostas, hein? 19:56 E quem sabe você também que tá ouvindo aqui a gente possa fazer as suas também. Será que a gente vai ter no futuro tipo um, aquele caso Watergate lá dos Estados Unidos, sabe aquele, aquele escândalo político? 20:06 Uma, uma lava-jato da inteligência artificial aí, véi? Olha aí, olha aí. Nossa. Que os cara vão cavar esses dados aí no futuro e vai dar uma merda federal. 20:15 Ó, vocês ouviram primeiro isso daqui, então já, já tô- Quem sabe, hein? Quem sabe. Já tô marcando essa previsão aqui também. [risos] Isso aí já fica pra tendências em dados em 2025, hein, Paulo? Exatamente. 20:27 [risos] É verdade. Paulo, cê só errou uma, uma tendência aí. Errou não, né? Ainda tem, né, muita coisa pra acontecer aí pro, até o dia 31 de dezembro, né? 20:38 Sobre a previsão da, de um daqueles doidos, loucos lá, de vender uma das empresas. Cê falou assim: "Essa empresa vai ser vendida, essa empresa..." Ah, da Stability, né? Ó, foi quase, tá? Da Stability. Foi quase. 20:50 Quase, hein? Eu falo mais no episódio de tendências, mas foi quase ali, hein? Quase mesmo. Saiu até o CEO do ne- do negócio, pô, até o fundador saiu. [risos] Pois é. Mas é isso aí. 21:00 [som de transição]Pra fechar com chave de ouro, né, já que temos o, a presença ilustre aqui do Gabriel Lages, nosso último Data Hackers News do ano de 2024, e a gente volta só em janeiro do ano que vem. 21:15 Só ano que vem que a gente volta. Só ano que vem. Finalmente vou pegar férias, né? Bora aí! [riso] Graças a Deus. Olha aí, ó. 21:22 O Paulo Vasconcelos tirou tantas férias aqui no Data Hackers News que agora chegou a minha vez de reinar, né? 21:28 [riso] Mas ó, pra fechar com chave de ouro, qual que é a mensagem final que vocês deixam aí pra toda a comunidade Data Hackers, nós que estamos aqui reunidos, para esperar 2025, começando por ele, Gabriel Lages. 21:42 Bom, galera, vamo aproveitar enquanto o AI não roubou nossos empregos aí, né, e vamo- Importante. 21:47 Participar das festas aí, comprar muito presentes pra família e tal, enquanto ainda temos emprego, mas não sabemos como será o futuro, né? 21:55 Entãooo, o, a dica que eu dou é: continuem estudando, continuem acompanhando o Data Hackers, acompanhando o mundo dos dados. 22:02 Essa brincadeira que a gente faz de roubar emprego é muito pelo sensacionalismo que a mídia toda faz em cima disso, mas é bem provável que a AI não vai roubar nosso emprego, mas uma pessoa que domine muito IA vai ter muita vantagem no mercado de trabalho versus uma pessoa que não tem esse conhecimento. 22:16 Então continuem se a-- se estudando, continuem curiosos aí que tem muita coisa pra aprender que vai ajudar a gente a resolver problemas cada vez mais complexos. 22:25 E você, Paulo, teremos posts polêmicos aí na sua rede social? Ah, sempre, né? Tem que, eu tenho que pegar minha cota ali do Lages ali de polêmica da, do, do LinkedIn, né? Então... [riso] Mas é isso, pessoal. 22:38 Reforço o que o, que o, que o Lages falou mesmo. Aí continua com a gente aí que ano que vem tem muita coisa bacana também que a gente tá planejando trazer pra vocês aqui. 22:45 E se vocês quiserem ficar de olho aí no State of Data, né, Monique, não esquece de seguir a gente lá no datahackers.news. Todas as novidades, próximos passos da pesquisa. 22:52 Primeiro lugar que a gente vai falar vai ser na nossa newsletter semanal, então toda segunda-feira tá chegando. 22:57 Vai ter uma pequena pausa agora, um pequeno recesso pra você também aproveitar aí, né, a família, aproveitar as festas aí de fim de ano. 23:02 A gente aqui também do nosso lado, mas ano que vem a gente volta com tudo aí, com mais conteúdo pra vocês também. Exatamente. 23:07 E eu, o que eu posso dizer de to-- pra toda a comunidade Data Hackers, olhando pra 2025, um muito obrigado, né, por toda a comunidade que teve aí com a gente, colaborando não só com o State of Data, mas principalmente com os eventos. 23:18 Sim. É, a gente fez muito meetup esse ano, né, principalmente com os nossos parceiros. Um abraço pra todos os nossos parceiros aqui da própria comunidade Data Hackers. 23:25 E a gente espera contribuir muito mais com vocês no ano que vem, com muitas novidades. 23:30 E eu tenho certeza que o ano que vem de 2025, não só pra comunidade em si, mas pra todo mundo, vai ser o ano de muita colheita pra todos nós. É isso. Isso aí. Valeu, galera. 23:44 [música de rock] Bom, essas e outras notícias você acompanha não só aqui no Data Hackers News, mas lá na nossa newsletter se-semanal, acessando datahackers.news. 23:57 Vai lá, coloca o seu e-mail, que toda segunda-feira sai notícias fresquinhas na sua caixa de entrada e tudo que tá rolando na área de dados. E aí, Paulo, e aí, Lages, bora se despedir? É isso aí, pessoal. 24:07 A gente se vê na próxima. Até ano que vem. Feliz Natal, feliz Ano Novo pra vocês. Boa, galera. Obrigado por estarem com a gente mais um ano aí e por aguentarem a gente mais um ano. E contem conosco. 24:19 Ano que vem estaremos trazendo ainda mais conteúdo pra vocês, todas as novidades aí da área de dados e inteligência artificial. Sigam aí datahackers.com.br. É isso aí. Tchau, tchau. Falou. 24:32 [música de rock] Esse podcast foi editado por Aerolitos Edição Inteligente. 25:46 [música natalina]