Quando pensamos em carreira internacional, é comum imaginar que o primeiro passo seja muito maior do que realmente é. Mudar de país envolve idioma, documentação, moradia, adaptação cultural e uma série de decisões que podem fazer uma oportunidade profissional parecer distante antes mesmo de ela acontecer. Mas e se parte desse processo já estivesse estruturada para você?
É justamente essa possibilidade que o Data Hackers quer aproximar da comunidade brasileira por meio de uma nova parceria com a Vinted, empresa de tecnologia nascida na Lituânia e hoje presente em diferentes mercados europeus.
A Vinted começou sua história em 2008 e se tornou o primeiro unicórnio da Lituânia, em 2019. Atualmente, o Vinted Group conta com mais de 2.200 profissionais e reúne negócios de marketplace, pagamentos e logística.
Agora, a empresa está buscando ampliar seu contato com profissionais brasileiros e disponibiliza oportunidades internacionais, incluindo posições relacionadas a Data Science & Analytics, com possibilidade de relocação para a Lituânia.
Mais do que divulgar vagas, essa parceria abre uma conversa importante para quem trabalha com dados no Brasil: o que aconteceria se você considerasse uma carreira internacional antes de decidir que ela não é para você?
A carreira internacional começa antes do aeroporto
Uma das melhores formas de entender o que significa fazer essa transição é ouvir quem já passou por ela. Leandro Quibem Magnabosco, brasileiro, recentemente se mudou para Vilnius - a capital e a maior cidade da Lituânia -, para assumir uma posição de liderança na Vinted. A oportunidade combinava um novo desafio profissional com a possibilidade de viver em um país que, até então, não fazia parte dos seus planos.
A adaptação trouxe descobertas sobre a cidade, a cultura e, principalmente, sobre uma nova forma de trabalhar. Para Leandro, a experiência mostrou que a mudança pode ser muito mais simples quando existe uma empresa preparada para apoiar o profissional durante essa transição.
O que existe por trás de uma vaga internacional?

Uma oferta de trabalho no exterior costuma ser analisada pelo cargo, salário, tecnologia e desafio profissional. Só que, para quem está do outro lado do processo, existe uma segunda camada de perguntas: onde vou morar? Como funciona a documentação? E o visto? Como será a adaptação?
No caso da Vinted, existe um programa dedicado a profissionais que chegam de outros países, com suporte para documentação, busca por moradia e outras etapas práticas da mudança. Para determinadas posições, o pacote pode incluir ainda os primeiros dois meses de acomodação temporária e apoio na busca por creches e escolas.
Isso muda a natureza da decisão. Em vez de precisar resolver toda a logística de uma mudança internacional antes de descobrir se a oportunidade realmente faz sentido, o profissional pode primeiro entrar no processo, conversar com a empresa e entender se existe um encaixe profissional e pessoal.
Foi, inclusive, uma das principais recomendações de Leandro para quem considera uma mudança desse tipo: não se eliminar de uma oportunidade antes mesmo de conversar com o time. Para ele, o processo seletivo também é uma forma de conhecer a tecnologia, as pessoas e testar a possibilidade de uma nova vida.
E o idioma? E a adaptação?
Outra preocupação natural é o idioma. Leandro chegou à Lituânia sem falar lituano e, ainda assim, relata que tarefas cotidianas como instalar internet, comprar móveis, receber entregas e fazer compras foram praticamente sem atrito durante seu primeiro mês. Ele fala português, italiano, espanhol e inglês e destaca que o inglês é amplamente utilizado entre os mais jovens, enquanto ferramentas de tradução ajudam a resolver situações pontuais.
A adaptação, portanto, não significa necessariamente chegar dominando todos os códigos de um novo país. Significa estar disposto a aprender enquanto se constrói uma nova rotina.
O que o profissional brasileiro leva consigo
Existe ainda uma dimensão importante nessa história: trabalhar fora não significa começar a carreira do zero. A experiência que o profissional construiu no Brasil continua sendo parte do seu diferencial. No caso de Leandro, sua passagem pelo mercado brasileiro de fintech e varejo trouxe um repertório particularmente relevante para o desafio de segurança da Vinted.
Ele descreve o ambiente brasileiro como extremamente sofisticado em temas de fraude, pagamentos digitais e comportamento de atores maliciosos — um contexto que ajudou a moldar sua forma de pensar segurança em escala.
Essa lógica vale também para profissionais de dados. O mercado brasileiro desenvolveu especialistas que trabalham diariamente com problemas complexos, grandes volumes de informação, produtos digitais, inteligência artificial, pagamentos, varejo, crédito e uma série de outros contextos que têm relevância global.
Uma carreira internacional não precisa representar uma ruptura com essa trajetória. Pode ser justamente a oportunidade de levar esse repertório para outro ambiente, trabalhar com novos desafios e ampliar a própria visão sobre o que é possível construir.
Uma ponte para o próximo passo
É nesse ponto que a parceria entre Data Hackers e Vinted ganha sentido. O objetivo é aproximar profissionais brasileiros de oportunidades que podem estar fora do radar de quem está acostumado a procurar a próxima posição apenas no mercado nacional. A Vinted está compartilhando vagas elegíveis para profissionais internacionais, incluindo oportunidades em tecnologia e Data Science & Analytics, e oferece uma estrutura de relocação para apoiar quem avançar no processo.
Não é preciso decidir agora se você vai morar na Lituânia. Nem saber exatamente como será sua vida daqui a um ano. A primeira decisão pode ser bem menor: conhecer as vagas, entender os requisitos e se candidatar àquela que conversa com o próximo passo da sua carreira.
Leandro resume seus primeiros 30 dias na Lituânia em três palavras: “introspectivo, surpreendente e intencional”. A introspecção veio de um ritmo de vida mais tranquilo; a surpresa, de descobrir uma cidade e um país muito diferentes daquilo que imaginava; e a sensação de propósito, do lado profissional, ao perceber que estava realizando um trabalho relevante em grande escala, cercado por especialistas e engenheiros que o apoiavam.
Talvez seja essa a principal provocação para quem trabalha com dados no Brasil: e se sua próxima grande oportunidade profissional estiver em um lugar que você ainda nem considerou?
Você não precisa ter todas as respostas para começar. Às vezes, uma carreira internacional começa de uma forma bem mais simples do que parece: abrindo uma vaga, reconhecendo que seu perfil pode fazer sentido e decidindo entrar na conversa.
Sua oportunidade pode estar na Europa
Para Leandro, talvez, o aspecto mais relevante da experiência tenha sido perceber que a mudança não dependia apenas da sua disposição para começar uma nova vida.
A própria empresa estruturou um processo para ajudar você a fazer essa transição:


