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Chega ao Brasil NVIDIA Grace Blackwell: o computador projetado para uso avançado de Inteligência Artificial
A nova geração de infraestrutura para Inteligência Artificial (IA) acaba de desembarcar oficialmente no Brasil, e o Data Hackers testou em primeira mão.
A convite da Bemol, revendedora oficial da maquina no Brasil, recebemos para testes o modelo Acer Veriton GN100 AI Mini Workstation, equipado com a arquitetura NVIDIA Grace Blackwell. Uma máquina compacta, silenciosa e com uma proposta que vem chamando atenção globalmente: entregar uma experiência de computação para IA em um formato surpreendentemente pequeno.

Para entender se essa promessa se sustenta na prática, convidamos o Leon Sólon - especialista com mais de 20 anos na área de tecnologia, pesquisador em Inteligência Artificial no CEIA-UFG, mestre em Computação Aplicada pela UnB e doutorando em IA na UFG -, para fazer o unboxing, rodar os primeiros testes e compartilhar suas impressões sobre o que essa máquina realmente representa para quem trabalha com modelos locais, Inteligência Generativa, Machine Learning e Ciência de Dados
Por que essa máquina ficou tão famosa?
Se você acompanha o universo do mundo de dados e Inteligência Artificial, provavelmente já viu esse conceito aparecer em eventos da NVIDIA

Legenda: Jensen Huang, CEO da NVIDIA
A referência mais famosa veio quando Jensen Huang, CEO da NVIDIA, apresentou em um dos eventos anuais da empresa uma máquina ultracompacta da linha DGX Spark — pequena o suficiente para caber na palma da mão, mas poderosa o bastante para rodar workloads avançados de IA. O contraste entre tamanho e capacidade chamou a atenção do mercado imediatamente.
Segundo Leon, essa memória foi inevitável no momento em que ele recebeu a máquina para teste:
“Essa máquina ficou famosa quando o CEO da NVIDIA mostrou no evento deles uma bem pequenininha, e todo mundo ficou chocado com aquilo.”
Até então, esse tipo de equipamento ainda parecia distante da realidade brasileira. Agora, isso começa a mudar.
Finalmente no Brasil, o acesso a uma nova categoria de máquina para Inteligência Artificial
O grande marco aqui não é só o lançamento de mais uma workstation.

Legenda: Leon Sólon, com a máquina Acer Veriton GN100 AI Mini Workstation
O que chega ao Brasil é uma nova categoria de infraestrutura computacional: uma máquina compacta, com proposta de alta performance para workloads avançados de IA, pensada para quem quer explorar modelos locais, testar aplicações multimodais e ganhar mais autonomia em relação ao uso exclusivo de APIs externas.
Leon resume bem essa virada:
“Até então a gente não tinha acesso a essas máquinas aqui. E honestamente, foi a primeira vez que eu realmente testei uma máquina, em que vi que dá pra usar uma LLM muito grande pra fazer coisas bem úteis.”
Esse ponto é importante porque conversa diretamente com um debate que já vem amadurecendo na comunidade: a evolução dos modelos open weight e a chegada da era das LLMs rodando localmente, com mais controle, flexibilidade e potencial de customização.
O que foi testado na prática:
No review, a ideia não foi apenas olhar especificações ou fazer um teste técnico isolado. O objetivo foi entender como essa máquina se comporta em cenários que importam para quem realmente está trabalhando com modelos de Inteligência Artificial.
Segundo Leon, os testes buscaram sair da bolha puramente técnica e mostrar possibilidades mais amplas de uso:
“Eu tentei fazer um vídeo não só pra quem é desenvolvedor ou pra quem é da área de dados. A gente testou prompts genéricos, testou também modelos multimodais, e rodou modelos de até 122 bilhões de parâmetros.”
Entre os modelos utilizados, ele cita inclusive o uso de modelos open source/open weight, incluindo o Qwen de 122 bilhões de parâmetros - algo que, até pouco tempo atrás, seria impensável para muita gente fora de grandes estruturas especializadas.
“É um modelo que eu nunca imaginei na vida rodar assim. A gente utilizou o Qwen de 122 bilhões de parâmetros.”
Mais do que um número chamativo, isso reforça a proposta central da máquina: mostrar que workloads robustos de IA começam a se tornar mais tangíveis em um formato físico muito mais acessível do que o imaginário tradicional de “infraestrutura pesada”.
O que isso significar para a comunidade de Dados e Inteligência Artificial
Para quem acompanha o ecossistema de dados e IA, esse tipo de lançamento representa mais do que uma novidade de hardware.

Ele aponta para um movimento maior: a aproximação entre infraestrutura avançada e uso real por times técnicos, builders, pesquisadores e profissionais de dados que querem explorar modelos maiores com mais autonomia.
Em outras palavras: o que antes parecia restrito a grandes ambientes de data center começa a ganhar contornos mais práticos para experimentação local, prototipação, inferência avançada e desenvolvimento de soluções com modelos abertos.
E isso conversa diretamente com o momento atual do mercado: cada vez mais profissionais e empresas querem entender não apenas qual modelo usar, mas também como ganhar independência, controle e eficiência na forma de rodar IA.
Assista ao review completo do Leon Sólon
Mais do que um texto sobre especificações, essa é uma daquelas novidades que vale ver em ação.
Assista ao review completo no canal do Data Hackers:
No vídeo, o Leon Sólon mostra:
o unboxing da máquina;
a primeira impressão ao ver o tamanho real;
os testes com modelos locais e multimodais;
a experiência rodando modelos de até 122B parâmetros;
e por que essa máquina chamou tanta atenção logo nos primeiros minutos de uso.
Para adquirir o equipamento acesso o canal oficial da Bemol, revendedora oficial no Brasil:
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